A emergência das mídias digitais:

Do ábaco à inteligência artificial no cotidiano 

 

Rede Mundial

    Inicialmente saudadas como novas Tecnologias da Informação e Comunicação, TIC’s, as atuais mídias digitais, como as demais invenções humanas que marcam nossa existência, são mais do que novas máquinas, pois incluem conhecimento, ciência, reflexão, produção e relações colaborativas entre pessoas.

    Na China antiga, há uns cinco mil anos atrás mais ou menos, numa época anterior ao nosso calendário, antes da nossa escrita e bem antes de todos nós de hoje, foi inventado um instrumento que auxiliava comerciantes a executar operações aritméticas: o ábaco. Feitos de madeira e/ou bambu, com bolas ou sementes, era manipulado para realizar cálculos rapidamente.

    O crescimento do comércio e da matemática, a partir do Renascimento, bem como a maior capacidade de produção de lápis e papel, permitiu a criação de sistemas cada vez mais sofisticados de notação, cálculo e operações mais complexas de registro e mensuração.

Pascalina
exemplar museu de Artes e Ofícios de Paris

  

    Nessa trilha, no século XVII foi inventada a régua de calcular por Wiliam Oughtred, e Pascal criou a primeira máquina de calcular. Gottfried Leibniz aperfeiçoou a máquina de Pascal (a pascalina) para a realização do cálculo da raiz quadrada. Assim como a régua de cálculo, as máquinas de Pascal e Leibniz era manuais.

    A evolução tecnológica dessas máquinas de calcular e contar, até os computadores que começaram a funcionar no século XX, foi extremamente rápida, e os impactos dessas transformações foram avassaladores, a tal ponto que cientistas e historiadores reconhecem que, de alguma maneira que ainda temos que compreender melhor, estamos um uma nova era da história.

    Para alguns, trata-se de um novo processo produtivo característico de um capitalismo pós industrial, que encerra uma época de produção em série e de consumo massivo. Para alguns filósofos passamos a viver numa era “pós-moderna” de mudanças do individualismo e do nacionalismo para o coletivismo e a globalização. Podemos descrever com palavras e percepções diferentes, mas a existência de uma ruptura ou revolução é consenso.

    A disseminação das mídias digitais, na produção material, na comunicação, na educação e no conhecimento, impacta o planeta e aproxima vertiginosamente os mais distantes territórios. Essa nova era em que vivemos caracteriza-se pelo fato dos novos avanços tecnológicos não ocorrerem de forma isolada. Uma nova caneta emagrecedora alastrasse pelo planeta com a velocidade de uma epidemia.

    Nessa era, a fotografia e o cinema, por exemplo, deixaram de ser percebidos como invenções de cientistas ou pesquisadores, mas sim de artistas e empreendedores culturais. Já os computadores e as redes de comunicação resultaram do trabalho conjunto entre indústria e ciência, universidade e empresa, público e privado, militar e civil.

    Atualmente, toda a estrutura de cabos, satélites e antenas da internet estão concentradas nas novas Inteligências Artificiais, IA’s, que tem monopolizado muito a atenção enquanto a Amazon oferece a ALEXA como uma grande novidade tecnológica que vai melhorar a vida de quem souber fazer bom uso dela.

 

A Aplicação Prática da IA: O Ecossistema Amazon Echo


    O aperfeiçoamento da interação homem-máquina atingiu um novo patamar com o processamento de linguagem natural. Um exemplo do acesso à inteligência artificial é a linha de dispositivos Amazon Echo com Alexa, que traduz décadas de pesquisa cibernética em utilidade prática cotidiana:

  • Automação e Gestão de Ambientes: Integração e controle de dispositivos inteligentes por comandos de voz.
  • Otimização do Tempo e Produtividade: Gerenciamento automatizado de agendas, lembretes, alarmes e listas de tarefas.
  • Acesso Instantâneo à Informação: Consulta em tempo real a bases de dados, notícias, previsões meteorológicas e reprodução de conteúdos midiáticos.

Alexa

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