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O Governo Dutra (1946-1951): Do Varguismo ao alinhamento na Guerra Fria

Presidente Dutra
 
    O encerramento da Segunda Guerra Mundial e a queda do Estado Novo em 1945 marcaram a redemocratização do Brasil. Foi nesse cenário de transição que o país elegeu o marechal Eurico Gaspar Dutra para a Presidência da República, inaugurando o período da República Populista (1945-1964).

    Para entender a condução política de seu mandato, é fundamental analisar a trajetória do homem que esteve no centro do poder em momentos decisivos da história brasileira.

A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DO BRASIL

Maria Quitéria

    Insisto reiteradamente que História é processo, é um movimento constante de mudanças ao longo do tempo. “Tudo muda o tempo todo no mundo” (não me canso se citar Lulu Santos). A rigor, "tudo muda", não é perfeitamente exato, história é feita de permanências também, como o fato de que “tudo muda”, isso não muda. O que aconteceu, aconteceu, também não muda, no entanto, o entendimento, a interpretação e a narrativa do que aconteceu estão suscetíveis as constantes mudanças na história. Quando estudei pela primeira vez o assunto que trato aqui, a abordagem era diferente. Os respectivos capítulos dos livros didáticos de história eram intitulados com “Independência do Brasil”. O que mudou? Menos ufanismo e mais criticidade na análise.  

    Numa avaliação, em termos bem sintetizados desse processo, podemos concluir que o Brasil enquanto colônia desenvolveu, desde o início de sua formação, por uma imposição de Portugal, uma dependência econômica estrutural por produtos manufaturados e industrializados vindos da Europa e os acontecimentos políticos do movimento de ruptura com a metrópole lusitana não foram capazes de romper com essa dependência. Portanto seria mais preciso falar em independência política do que apenas em independência. Mas o olhar crítico persistiu suspeitando dessa “independência” que resultou na continuidade do mando político por um membro da família real portuguesa, como monarca do Brasil. Que independência foi essa em que deixamos de ser governado pelo Rei de Portugal para sermos comandados pelo filho desse Rei? Filho e herdeiro legítimo! Evidentemente os acontecimentos de 1822 não romperam inteiramente os laços com Portugal, muito menos com a dependência econômica externa.

A revolução constitucionalista.

 09 de Julho, 1932, São Paulo.

propaganda revolucionária paulista de 1932.

    Dois anos após Getúlio Vargas assumir a liderança do país, pondo um ponto final na Primeira República, seu governo teve que enfrentar a oposição numa guerra que tinha como bandeira o retorno à normalidade constitucional. Para vencer o confronto, estratégias militares e propaganda foram planejadas e postas em prática pelos dois lados do conflito.

    O Governo Provisório se empenhou muito nas rádios cariocas e nos panfletos lançados por aviões sobre São Paulo que internamente fez a lição de casa. Na capital paulista, foi criada a Comissão de Propaganda Cívica, que procurou arregimentar artistas dispostos a colaborar com a causa e que deixaram uma variedade de imagens, usadas inclusive em produtos comercializados associados a “revolução”: cartazes, cartões postais, panfletos ilustrados, alegorias, mapas decorados e selos de correspondência, entre tantos outros que tiveram ampla circulação no estado. De fato, a propaganda constitucionalista valeu-se de um conjunto diversificado de imagens para viabilizar e fortalecer o levante.

    O Estado de São Paulo preparou-se para a guerra com armas modernas e eficientes. Importou equipamentos europeus e ensaiou uma produção industrial própria. O levante de 1932 foi precedido por um clima de tensão crescente. O estopim foi o assassinato de quatro jovens durante um protesto em 23 de maio. As iniciais de seus nomes: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, o MMDC, tornaram-se o símbolo do movimento que exigia a convocação de uma Assembleia Constituinte. A partir dali, a conspiração se intensificou e na madrugada de 9 de julho, o movimento armado foi deflagrado com a expectativa de que outros estados se juntassem à causa.

Trilhos e trens na história do Brasil.

A primeira locomotiva do Brasil
"baronesa" a primeira locomotiva do Brasil

    A trajetória das ferrovias no Brasil teve início em 1854, impulsionada pelo pioneirismo do Barão de Mauá e com o aval do imperador Dom Pedro II. Inspirados nos modelos europeus, as locomotivas a vapor desafiaram serras e vales para integrar o território, encurtando distâncias que antes pareciam intransponíveis. Esse modal foi fundamental para escoar a produção cafeeira rumo aos portos e transformou profundamente o cotidiano de vilarejos e capitais, que passaram a se organizar ao redor do apito das locomotivas. 

Trilhos e trens na hitória do Brasil
maior trem cargueiro do Brasil
   Até meados do século XX,  a malha ferroviária viveu seu apogeu. Contudo, a partir dos anos 1960, automóveis e caminhões passaram a dominar o cenário nacional. Essa transição priorizou o transporte de cargas em prejuízo do movimento de passageiros,  resultando no abandono de quase 7 mil km de trilhos, uma escolha oposta à de continentes como a Europa e a Ásia, que continuaram a ampliar e modernizar suas malhas. A China, por exemplo, tem mais de 150 mil km de ferrovias e a Alemanha, cerca de 40 mil km, em território muito menor que o brasileiro.

    O antigo símbolo de desenvolvimento e integração acabou se fragmentando. Atualmente, parte do que restou das linhas históricas funciona como atração de turismo de alto custo, a exemplo da Maria Fumaça em São Paulo e da Serra Verde Express no Paraná. Essas rotas oferecem uma imersão nostálgica e pitoresca voltada apenas a uma parcela seleta da população que pode pagar por esse privilégio.

Um Iluminista do Brasil

estátua do brasileiro em NY, reconhcimento internacional

    Cientista versado em mineração e metalurgia, reconhecido internacionalmente com vários artigos publicados nos principais jornais acadêmicos da Europa, em várias línguas, José Bonifácio de Andrada e Silva nasceu em Santos em 1763, filho de um bem sucedido comerciante, era portanto oriundo das classes mais abastadas da sociedade colonial brasileira e como muitos dos filhos da elite colonial foi estudar em Portugal, na famosa Universidade de Coimbra. Em 1783, com 20 anos, começou a Faculdade de Direito. Estudou também filosofia natural, que incluía história natural, química e matemática.

    Bonifácio fez parte de uma nova geração de brasileiros em Coimbra. Enquanto os mais antigos seguiam a tradição de estudar para voltar ao Brasil e administrar os negócios da família, os estudantes daquela época tinham a orientação de usar o conhecimento científico para desenvolver as capacidades e as potencialidades do império português. Havia, então, uma forte ligação entre ciência e política. O Estado arregimentava estudiosos para postos importantes na administração para garantir que políticas reformistas fossem aplicadas para a modernização do Estado Português. Assim Bonifácio tornou-se uma espécie de funcionário público ainda quando estudante, já estava a serviço do governo português.

    Em 1789, já formado, Bonifácio foi convidado pelo Duque de Lafões, primo da rainha Maria I de Portugal, para fazer parte da Academia de Ciências. Seu primeiro trabalho foi Memórias Sobre a Pesca das Baleias e Extração de seu Azeite, que por meio de citações eruditas procurava melhorar os processos da indústria pesqueira. Em 1790, a queda da produção das minas de ouro no Brasil incomodava o governo português que determinou então que Bonifácio percorresse a Europa com o objetivo de adquirir conhecimentos em mineralogia e poder colaborar com o aumento da produção aurífera brasileira.

A LUTA DAS MULHERES PELA REPRESENTAÇÃO POLÍTICA

Bertha Lutz em 1927 lançou panfletos feministas de avião.

    Nas sociedades democráticas da atualidade, o exercício do poder estatal está sempre ligado a questão da representatividade política. Assim a história dos movimentos de mulheres pela conquista de direitos políticos e representatividade está vinculada, em seus primórdios, ao contexto das revoluções liberais na Europa, momento de discussões sobre a democracia e de mudanças no sistema produtivo que inauguraram a era contemporânea.

    No Brasil, a primeira Constituição, outorgada em 1824 e vigente durante todo o Império e a Constituição republicana de 1891 não concederam claramente as mulheres o direito de votar e de serem votadas. Essas primeiras legislações brasileiras também não excluíam explicitamente o voto das mulheres, porque essa possibilidade nem era considerada pelos constituintes, que não viam as mulheres como sujeitos de direitos.

    A não menção do direito de voto das mulheres nas primeiras Cartas Magnas brasileiras, abriu espaço para que muitas requeressem o alistamento para votar já que cumpriam os requisitos de alfabetização e renda mínima exigidas pela lei. Essas mulheres oriundas de famílias da elite brasileira, tinham acesso a uma educação de qualidade, não raro realizada fora do Brasil. O contato com as discussões e os escritos sobre o direitos das mulheres em outros lugares estimulou-as a refletir sobre a condição da mulher brasileira.

Uma Nova República

Cartaz da Aliança Liberal
Cartaz da Aliança Liberal

    É impossível contar a história da república brasileira sem mencionar a figura proeminente de Getúlio Vargas, o mais importante chefe de Estado do Brasil do século XX, período no qual a economia nacional passou por profundas transformações econômicas ligadas aos efeitos de um processo industrializante que nos tornou o segundo país do mundo que mais se desenvolveu nesse século, ficando atrás apenas do desenvolvimento da URSS.

    São fatos, como diriam os positivistas que imprimiram a expressão “ordem e progresso” em nossa bandeira. Podemos argumentar para defender essa ideia, que estamos falando do presidente que dirigiu o Brasil pelo maior tempo: 15 anos inicialmente de 1930 a 1945 e mais 4 depois de 1950 a 1954, totalizando 19 anos como chefe de Estado. Foi um tempo de governo mais longo que o de Dom Pedro I. Até os dias de hoje, só Dom Pedro II ficou mais tempo que Vargas no poder no Brasil.

    Getúlio Vargas, a frente do poder executivo do país, acompanhou, apoiou e patrocinou mudanças importantes em nossa vida política, econômica e social. O Brasil em 1930, quando começou a chamada “era Vargas” era um e em 1954, no fim trágico dessa história, era outro. Passamos de um país ruralizado com a maioria da população composta de analfabetos, para um país cheio de indústrias e com uma grande população urbana. Sem deixar de ser um dos maiores produtores de alimentos do planeta, o Brasil com Vargas começou a soberanamente extrair petróleo do seu subsolo e a refinar esse produto. Nossa pauta de exportações era muito mais diversificada e nossas necessidades de importações eram muito menores em 1954 se comparadas com os índices de 1930.

O BRASIL CONTRA PORTUGAL

Mais uma história dessa brava gente brasileira que nasceu lutando por liberdade e justiça.

No ano de 1817, nove anos após a chegada da Corte portuguesa ao Brasil, ocorreu a mais radical e ousada inconfidência brasileira, a ponto de receber o nome de Revolução. Foram episódios que exprimiram o descontentamento das capitanias do norte com o governo absolutista sediado agora no Rio de Janeiro.

O movimento expandiu-se por Alagoas (então comarca de Pernambuco), Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Ele anunciava o antagonismo entre brasileiros e portugueses. O correio Braziliense, jornal publicado em Londres, afirmou que o movimento teria sido causado por:

“um rumor que se levantou, sem o menor fundamento, de que havia entre os habitantes daquela cidade certa rivalidade e ódio dos Portugueses Europeus com os Portugueses Brasilianos”.

INCONFIDENTES

GRAÇAS A DEUS


As ideias da Bandeira Mineira
    Na história da formação do povo brasileiro, ocorreram vários movimentos de contestação ao poder monárquico português que ficaram conhecidos como “inconfidências.  Mesmo antes delas, desde meados do século XVII, houveram vários outros motins e até guerras para entrarmos no século XIX com uma “Revolução” a de Pernambuco, em 1817 e finalmente o processo de "independência” em 1822.

Tiradentes Esquartejado
Pedro Américo
    Mas a Inconfidência Mineira de 1788-1789, com a execução violenta de Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, o mais pobre da turma, enforcado, decapitado, seu corpo esquartejado e distribuído em partes ao longo do Caminho Novo (estrada entre Minas e Rio de Janeiro) para servir de exemplo aos que se atrevessem a desagradar a autoridade real, foi a primeira de outras inconfidências do Brasil.

Inconfidente é aquele que não é fiel, no caso não leal ao rei. O termo tem o significado de traição à Coroa, um crime dos mais graves em tempos de monarquias absolutistas. A Inconfidência Mineira não passou de um suposto plano delatado por Joaquim Silvério dos Reis Montenegro Leiria Grutes (1756-1819). Recompensado pelo governo português por entregar seus ex-parceiros, Silvério dos Reis sofreu atentados no Brasil porque sua fama de cagueta correu rápida. Ele fugiu para Lisboa, retornando ao Brasil apenas em 1808, para o Maranhão onde faleceu em 1819.

ITALIANOS NO BRASIL

A História do Dia Nacional do Imigrante Italiano
Cartaz atual do Poder Municípal de Vitória

O dia 21 de fevereiro foi denominado pela Lei Federal nº 11.687, de 13 de junho de 2008 , como Dia Nacional do Imigrante Italiano. A aprovação da lei foi justificada como  forma de reconhecer e celebrar a contribuição dos italianos à formação social, cultural e econômica do país. 

A data é uma referência a um evento histórico específico: a chegada do navio "La Sofia" ao Porto de Vitória, no Espírito Santo, em 21 de fevereiro de 1874. A bordo, estavam cerca de 380 a 388 camponeses, principalmente da região do Vêneto, marcando o início do fluxo migratório organizado em massa do centro da Europa para o Brasil.

Essa viagem, conhecida como "Expedição Tabacchi" , foi organizada por Pietro Tabacchi, um italiano que já residia no Espírito Santo. Ele ofereceu terras aos imigrantes em troca do direito de explorar madeira . A partir desse desembarque, a imigração italiana para o Brasil se intensificou, estimulada pelo governo monárquico que como o Imperador Dom Pedro II, não escondia seu empenho em "branquiar" a "raça brasileira" trazendo brancos para substituir o trabalho dos escravos africanos renegados. Entre o final dos anos de 1800 e início dos 1900, mais de 1,5 milhão de italianos foram trazidos pelo governo brasileiro para trabalhar nas lavouras de café do Sudeste e nas colônias agrícolas do Sul.

A REORGANIZAÇÃO DO PC DO BRASIL HÁ 64 ANOS

 

   Em 18 de fevereiro de 1962, realizou-se em São Paulo, na Rua do Manifesto, Bairro Ipiranga, a 5ª Conferência Nacional Extraordinária do Partido Comunista do Brasil.
     Dela participaram cerca de 100 delegados de São Paulo, Guanabara, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul.
     Segundo o historiador Augusto Buonicore “O Rio Grande do Sul [...] foi o local em que o PCdoB teve maior expressão num primeiro momento [...]. Conquistou vários aderentes, alguns dos quais haviam sido expulsos junto com Amazonas, como Adamastor Bonilha, Otto Alcides Ohlweiler, Paulo Mello, Gregório Mendonça, Guido Enders, Fernando Paula Dias, Carlos Aveline, Carlos Magalhães e a poetisa Lila Ripoll.”

CONSCIÊNCIA NEGRA - Resistência brasileira

Dia nacional 20/11
Retratação artística de Zumbi

    Falar de negro no Brasil é falar do nosso passado escravocrata. Da mesma maneira quando falamos de escravos por aqui, logo pensamos nos negros e erroneamente somos levados a associar que sempre, em qualquer lugar, quando falamos de escravos falamos de negros. Não é bem assim. O trabalho escravo foi muito utilizado em diversos povos e culturas pelo mundo. Mas na Grécia ou na Roma antiga, por exemplo, povos que usaram em larguíssima escala o trabalho escravo, esses em sua maioria eram brancos feitos prisioneiros.

    Foi na América, no período da história moderna, sob a égide do mercantilismo, que o escravo africano tomou o vulto que repercute até hoje entre nós, ao ser introduzido como pilar da economia colonial montada pelos exploradores europeus aqui. Também é frequente, nesse contexto, esquecermos da escravidão indígena em nossas terras, dada a relevância e a magnitude que a escravidão africana alcançou em terras brasileiras. Os povos originários do nosso continente também sofreram e muito com a escravidão e outras formas de exploração do seu trabalho.

A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Óleo sobre tela de 1893
Proclamação da República de Benedito Calixto

    É desde 1890 que o dia 15 de novembro passou a ser feriado nacional.

    A data foi oficializada por um decreto presidencial, assinado pelo Marechal Deodoro da Fonseca, líder do governo provisório que se estabeleceu no país após a vitória do primeiro golpe-militar bem sucedido da história do Brasil.

    Em dezembro de 2002, a data foi referendada pela Lei nº 10.607, que prescreve todos os feriados de caráter nacional. 15 de novembro é o feriado da Proclamação da República. Um feriado que não encontra correspondência em outros países pelo mundo. É uma data da identidade brasileira.

A MINERAÇÃO NO BRASIL COLONIAL

    Desde sua chegada ao Brasil, os portugueses demonstraram uma evidente ânsia em encontrar metais preciosos nessa nova terra. A conhecida carta de Pero Vaz de Caminha já demonstrava esse interesse português quando o autor relata ao Rei: "(...) Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal ou ferro; nem lha vimos. (...)” As notícias do ouro encontrado na América pelos espanhóis sempre serviram de estímulo a constantes esforços em organizar expedições exploratórias ao interior da colônia brasileira atrás dos desejados ouro, prata e pedras preciosas.

    No entanto, foram necessários quase dois séculos de buscas para finalmente serem encontradas as primeiras jazidas relevantes nos territórios brasileiros. Coube aos bandeirantes, ligados à antiga vila de São Paulo, terra dos mamelucos (filhos de portugueses com índias), atual cidade de São Paulo, os méritos dessa descoberta. Cultuados como heróicos aventureiros que desbravaram os sertões brasileiros, bandeirantes até hoje nomeiam rodovias, praças, ruas e monumentos não só no Estado de São Paulo, mas também com muita frequência em Mato Grosso e Goiás, lugares por eles explorados e onde localizaram importantes fontes auríferas.

    No entanto a imagem dos bandeirantes paulistas tem sido discutida desde a época de suas ações que incluíam caçar índios para a escravidão durante suas andanças. O apresamento indígena fornecia mão-de-obra escrava para a agricultura de subsistência e até para a exportação mesmo antes dos escravos africanos tornaram-se predominantes na economia colonial brasileira. E quando os africanos começaram a chegar em massa ao Brasil, a ponto de criarem comunidades de escravos fugitivos, coube aos bandeirantes combater e destruir quilombos. Fazendo mais alguns extras exterminando tribos indígenas hostis a capitães donatários que contratavam seus serviços, os bandeirantes completaram sua fama.

    Contudo a descoberta de grandes reservas de ouro em regiões dos atuais estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, entre o final dos anos 1600 e início dos 1700, mudaram os rumos do desenvolvimento da colonização brasileira. As notícias que confirmaram as expectativas da existência do ouro no Brasil provocaram grande alvoroço em Portugal e terminaram por atrair imigrantes portugueses em massa para o Brasil e provocou grande aumento demográfico na colônia. No decorrer do início para o fim do século XVIII, durante o qual o Brasil tornou-se o maior produtor mundial de ouro a população colonial brasileira (entre brancos, negros, índios e mestiços) pulou, de aproximadamente 300 mil habirantes, para algo em torno de 3 milhões e 300 mil.

    O porto do Rio de Janeiro, pela maior proximidade geográfica com as regiões mineradoras, tornou-se o principal ponto de acesso dessa nova população colonial, que incluía um contingente de escravos africanos que beirou os 2 milhões de ingressos durante o século XVIII. No mesmo porto do Rio de Janeiro chegavam as mercadorias que abasteciam a região mineradora e ocorria o escoamento da produção mineradora para a Europa. Devido a importância estratégica que assumiu durante a época mineradora, a Metrópole decidiu transferir a capital da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro em 1763.

    A atividade mineradora provocou também o aquecimento do comércio interno na colônia, de maneira que todas as regiões sofreram o impacto dessa nova economia. Além da corrida de colonos, da chegada de escravos da África, do aporte de alimentos e de outros artigos, estabeleceu-se um verdadeiro sistema de transportes terrestres muito baseado nas tropas de mulas que pela sua rusticidade demonstraram-se muito adequadas para suprir as necessidades logísticas da economia mineradora.

    A produção paulista, que anteriormente prestava-se à subsistência local, ampliou-se para abastecer os mineiros. Tropeiros vindos do Sul engrossaram as novas rotas comerciais de abastecimento das minas. Em poucos anos brotaram inúmeras vilas e cidades na região mineradora, algumas como Sorocaba tinham apenas a função de entreposto para as novas redes de comércio. Um novo ambiente urbano espalhava-se pelo interior da colônia, contrastando com as áreas açucareiras próximas ao litoral que tinham um caráter eminentemente rural.

    Dentro desse contexto de diversificação econômica, aumento populacional e urbanização provocados pela mineração, ocorreu um consequente desenvolvimento cultural da colônia. Podemos dizer que no século XVIII o renascimento cultural europeu desembarcou no Brasil. Na região de Minas Gerais surgiram artistas de renome como Valentim da Fonseca e Silva (o grande mestre Valentim) desenhista e entalhador proeminente, Antônio Franciso Lisboa (o Aleijadinho) famoso arquiteto e escultor e Manuel da Costa Ataíde (mestre Ataíde) pintor e decorador destacado. Na literatura Tomás Antônio Gonzaga surge como o primeiro escritor brasileiro. Na música José Joaquim Emérico Lobo de Mesquita, organista que impressiona até os dias de hoje pelo sua desenvoltura técnica e Marcos Coelho Neto, exímio trompetista além de compositor e regente, dão provas da evolução cultural brasileira.

    Por outro lado, a nova realidade social criada com a mineração gerou tensões, conflitos e revoltas importantes na sociedade colonial. A Guerra dos Emboabas entre 1708 e 1709 marcou as primeiras disputas pela posse dos novos garimpos recém descobertos e fez a Metrópole intervir para regulamentar a mineração no que resultou entre outras consequências na criação da Capitania de Minas Gerais em 1720. A revolta dos irmãos Beckman no Estado do Maranhão e Grão Pará (1684) e a Guerra dos Mascates (1710-1711) na capitania de Pernambuco, voltaram-se contra a exploração dos comerciantes portugueses, que além de inflacionar o preço de seus produtos, concentravam-se mais em abastecer as novas regiões mineradoras deixando essas mais antigas regiões desassistidas. Por fim, a revolta de Vila Rica (1720) e finalmente a Inconfidência Mineira (1789) motivaram-se contra a exploração de Portugal. A Inconfidência Mineira é frequentemente citada como como embrião das ações que levaram à separação definitiva do Brasil de Portugal e ao processo de nossa independência política.

O CAPITALISMO NO BRASIL

Tarsila do Amaral - Operários

    Caracterizado pela produção industrial, pela predominância do trabalho assalariado e pela hegemonia da ideologia liberal, o capitalismo, no Brasil surgiu dentro de um contexto de superação das condições coloniais que fez da nossa economia um complemento periférico à expansão mercantilista e ao processo de acumulação primitiva de capital da Europa ocidental, onde o mundo contemporâneo se formou e de lá se espalhou pelo mundo com o protagonismo e a condução das classes dirigentes (burguesia) desse continente. Devido a nossa condição de colônia, o capitalismo no Brasil desenvolveu-se marcado por um atraso histórico e uma dependência externa em relação à consolidação da economia de mercado na Europa.

    O atraso pode ser citado como característica geral de todo o desenvolvimento social brasileiro. Para começar, quando os europeus por aqui chegaram, grande quantidade dos povos nativos ainda viviam sob condições paleolíticas de subsistência. A colonização portuguesa da América, iniciou-se depois do início da conquista espanhola. Antes da independência brasileira, podemos citar mais de uma dezena de países americanos à nossa frente no rompimento de relações de subordinação política à Europa. A abolição da escravidão brasileira foi a última da América e para finalizar essa breve exposição do nosso atraso histórico, a proclamação da república que nos demais países americanos, via de regra, acompanhou a independência (com exceção do México) e a abolição da escravidão (com exceção dos Estados Unidos), só foi alcançada em 1889 no Brasil.

    A dependência do desenvolvimento do capitalismo brasileiro pode muito bem ser verificada no nosso processo de industrialização. Não existiu uma revolução industrial no Brasil, não desenvolvemos novas máquinas e tecnologias aqui. Nossas primeiras fábricas foram criadas com máquinas velhas, vindas da Europa, onde estavam em processo de substituição por novas e mais modernas. Aliás, desde então, tornou-se recorrente adquirirmos sucatas tecnológicas dos países mais desenvolvidos. Tanto as máquinas quanto o capital necessário ao investimento inicial da construção de nossas primeiras indústrias vieram da Europa. Irineu Evangelista de Sousa, O Barão de Mauá, primeiro grande burguês brasileiro, primeiro dono de Fábrica no Brasil, que chegou a ser o homem mais rico do país na época do governo de Dom Pedro II, foi acima de tudo um sócio de empresas estrangeiras com os quais negociou e lucrou o suficiente para construir um imenso patrimônio.

    No caso da nossa industrialização, o atraso e a dependência não foram os únicos empecilhos que necessitaram ser superados no caminho da consolidação do capitalismo brasileiro. O passado colonial pesou muito. Durante o período do mando português, a instalação de manufaturas e indústrias foram providencialmente proibidos de se instalarem no Brasil com o intuito de garantir a exclusividade no fornecimento desses produtos aos comerciantes portugueses, afinal a colônia portuguesa foi criada para dar lucro a burguesia lusitana e enriquecer a metrópole. Além disso, o modelo econômico forjado na colonização, era voltado à produção para o mercado externo com base em atividades primárias como o extrativismo vegetal, a agricultura, a pecuária e a mineração (especialmente no século XVIII), isso gerou uma classe dirigente aristocrática e escravista, que simplesmente não se interessava nesses negócios de industrializar o país, estavam satisfeitos e felizes em consumirem produtos europeus.

    Outra condição essencial para o desenvolvimento do capitalismo brasileiro foi a consolidação de um mercado consumidor, restrito no passado brasileiro as classes altas, já que a economia construída nos tempos de colônia e continuada após nossa independência, era baseada na exploração do trabalho escravo e esses trabalhadores que compunham a base de nossa sociedade não eram consumidores. Era necessário substituir os escravos por trabalhadores assalariados, o que ocorreu de maneira muito lenta e gradual no Brasil, o que foi acompanhado de muita pressão externa. Foi a Inglaterra, berço da primeira revolução industrial, cheia de produtos para nos vender que mais pressionou o governo brasileiro a acabar com a escravidão. Diplomaticamente, desde o reconhecimento de nossa independência a cobrança era continua. Mas a falta de iniciativas do governo brasileiro em promover a abolição, levou o parlamento inglês a aprovar em 1845 a lei “Bill Aberdeen” que autorizava a marinha de guerra inglesa a afundar os navios negreiros. Foi uma declaração de guerra ao tráfico negreiro, ao qual o governo imperial brasileiro finalmente sucumbiu em 1850 com a aprovação da lei “Eusébio de Queirós" que proibiu a vinda de novos escravos da África para o Brasil.

    O fim do tráfico negreiro foi uma medida decisiva para o fim da escravidão e o início da construção de uma economia de tipo capitalista no Brasil. Acontece que o sistema escravista era mantido graças a renovação da mão-de-obra escrava com o tráfico. Não era economicamente viável reproduzir os escravos. As péssimas condições de vida dos cativos não lhes proporcionam uma vida muito longa. O bom para o latifundiário, explorador do trabalho escravo, era adquirir um escravo jovem e usá-lo (abusá-lo e esgotá-lo) ainda com pouca idade, mas sem ter que preocupar-se com as despesas de seu sustento enquanto criança até chegar a uma idade em que o fruto de seu trabalho fosse satisfatoriamente rentável. O fim da fonte de renovação dos escravos em 1850, levou ao envelhecimento e a uma redução paulatina desses trabalhadores, com um movimento contrário de aumento crescente do número de assalariados, processo que foi acompanhado por uma política pública de incentivo à migração de povos europeus para trabalharem no Brasil. Uma herança do escravismo foi o preconceito com os negros. As classes altas brasileiras não queriam pagar salários aos negros, preferiram investir na importação de trabalhadores brancos europeus.

    Passando pelas “leis para inglês ver” (a lei do vente livre de 1871 e a lei do sexagenário de 1885), a derradeira “lei áurea” de 13 de maio de 1888 aboliu definitivamente a escravidão legal e foi fato determinante para a queda da monarquia e a proclamação da república, já que o poder dos imperadores brasileiros era baseado no apoio da aristocracia escravista. Findado o regime escravista, as classes altas brasileiras não tinham mais motivos para apoiar um sistema de governo ultrapassado. As mudanças econômicas e políticas promovidas pela abolição e a proclamação da República, segundo o sociólogo Octavio Ianni, em sua obra, “O ciclo da revolução burguesa” foram o ponto de partida para a consolidação do capitalismo brasileiro, processo que o mesmo autor considera encerrado em 1930 com a chamada “revolução de 30”.

    Nesse período, entre 1888/89 e 1930, a “Grande Guerra” , mais tarde chamada de primeira guerra mundial, marcou o primeiro grande surto industrial brasileiro, na medida em que os tradicionais fornecedores de produtos industrializados ao Brasil envolveram-se no conflito e os chamados esforços de guerra colocaram em segundo plano as exportações que abasteciam o Brasil. Nesse momento iniciou-se o chamado processo de substituição de importações, pelo qual produtos que eram adquiridos da Europa começaram a ser produzidos no Brasil. O capital que antigamente era utilizado para a importação de escravos, nesse momento, teve papel primordial na implantação de novas fábricas no Brasil. O processo de substituição de importações foi na verdade nossa revolução industrial. A especialização na produção de mercadorias e a divisão da sociedade entre burgueses e proletários, que segundo Marx são os fundamentos do capitalismo, se completam no caso brasileiro com a industrialização que a partir de 1930 com a liderança política e o incentivo estatal de Getúlio Vargas toma proporções internacionais.


Professor Fábio Freitas

O INÍCIO DA HISTÓRIA DO BRASIL

O início da história do Brasil
tela representando a "descoberta"

     O vestuário é um dos principais elementos da cultura e tem importância tanto simbólica quanto funcional para as sociedades. Graças aos elementos funcionais, o uso de roupas mais “pesadas” possibilitou aos seres humanos povoarem regiões mais frias do planeta e da mesma maneira itens de vestuário facilitaram a aclimatação humana em diferentes ambientes.

    Do ponto de vista simbólico, o uso de roupas diferenciadas em seus cortes, costuras, tingimentos e adornos, sempre foi usada como marca das desigualdades entre categorias e classes sociais. As classes altas sempre distinguiram-se com o uso de roupas mais requintadas. Na Europa do final da idade média, a seda por exemplo, era um tecido luxuoso, de custo elevado já que não era produzido na Europa. O desejo da aristocracia europeia em consumir, produtos adquiridos com o comércio externo, foi um dos grandes impulsionadores do processo de expansão marítima que marcou o início dos tempos da História Moderna.

    Procurando uma rota comercial que ligasse diretamente a Europa às “Índias”, em 1492, Cristóvão Colombo chegou, sem querer e sem saber, na América. Da mesma maneira, em 1500, uma frota de navios portugueses comandada por Pedro Alvares Cabral, em viagem até ao oriente, experimentando uma rota alternativa a inaugurada em 1498 por Vasco da Gama para a Índia, chegou ao litoral do atual nordeste brasileiro. Portanto podemos dizer que o desejo de consumo das classes altas da Europa foi a causa da expansão marítima e comercial europeia que resultaram no controverso “descobrimento” do “novo mundo”. 

    Os países Ibéricos foram pioneiros nesse processo. Portugal que financiou, entre outras, as expedições de Vasco da Gama e de Cabral e Espanha, que financiou, entre outras, a expedição de Colombo, eram as potências mercantilistas da Europa do final do século XV e início do século XVI. As proximidades geográficas e culturais dessas nações levaram seus monarcas a firmar, entre outros, o célebre Tratado de Tordesilhas em 1494, pelo qual acertaram entre si a divisão da exploração das terras descobertas no além mar. O acordo traçava um meridiano, uma linha imaginária, a 370 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde nas proximidades da costa atlântica do noroeste africano. As terras além dessa linha imaginária (mais ao oeste) pertenceriam a Espanha e as terras a leste da linha, seriam de Portugal. Esse tratado reservou um pedacinho oriental das terras da América para Portugal. Era a gênese do que viria a ser o Brasil.

    No entanto, ainda no início dos anos 1500 (século XVI), Portugal não tinha nenhuma intenção em povoar as novas terra, era preciso primeiro fazer um reconhecimento das regiões e investigar as potencialidades, principalmente comerciais, dos produtos disponíveis nesses lugares. Então esse período inicial do século XVI foi marcada pelas chamadas “expedições exploratórias” compostas por embarcações enviadas para cá com a intenção de estudar melhor a região. As primeiras descobertas foram de produtos da rica flora da mata Atlântica e da floresta amazônica, em especial a madeira de tinta para tingir tecidos de cor brasil (incluindo a seda), o pau-brasil que já era importado do oriente e agora apresentava uma outra fonte de aquisição. O extrativismo vegetal foi o primeiro negócio lucrativo praticado pelos portugueses nas terras americanas. Esse extrativismo era realizado com o apoio dos índios Tupis que através do escambo, forneciam os produtos de origem vegetal em troca de produtos de origem europeia (como tecidos e instrumentos de vidro e metal). Os Tupis se tornaram os principais parceiros portugueses no desbravamento dessas novas paragens.

    Acontece que os franceses não tardaram em desenvolver tecnologias náuticas que lhes possibilitaram realizar as mesmas longas viagens de Espanha e Portugal e passaram a realizar o mesmo negócio português de importar os produtos da terra do pau-brasil. Para garantir a exclusividade na exploração das riquezas descobertas e as que se pretendiam descobrir nas terras americanas, Portugal enfim tomou a decisão de iniciar um processo de ocupação e povoamento permanente do embrião do Brasil. Nesse sentido em 1532, a primeira expedição colonizadora, comandada por Martim Afonso de Sousa fundou a vila de São Vicente (a mais antiga cidade do país) que fica atualmente na mesma ilha onde se localiza a cidade de Santos, no litoral paulista. Essa expedição trouxe, entre outros animais domésticos e mudas de plantas, as primeiras cabeças de gado e a cana-de-açúcar que ainda no mesmo século viabilizaram importantes atividades econômicas que marcaram o início da colonização brasileira. O couro do gado tornou-se no Brasil uma importante matéria-prima de confecção de itens do vestuário, como botas e chapéus, que até hoje caracterizam diferentes culturas regionais no Brasil.


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A HISTÓRIA DO BRASIL COMEÇA COM A HISTÓRIA DE PORTURAL

bandeira portuguesa    Estudando a formação histórica do Brasil e da brasilidade encontramos o protagonismo e toda a história do pioneirismo lusitano na entrada dos tempos modernos, nos tempos da burguesia comercial do mercantilismo e da acumulação primitiva de capital. Para conhecermos nossa história e nossas origens precisamos conhecer a História de Portugal.

 

 

   A história de Portugal é a história de todos nós. É a História dos brasileiros e de tantos povos espalhados pelo mundo de hoje que usufruem essa mesma língua latina e ajudam a contar em conjunto uma história de sucesso.

    O Padre Antonio Vieira, personagem da contra reforma no Brasil e da inquisição em Portugal deixou escrito que na sua opinião: “Deus deu aos portugueses um pequeno país como berço, mas o mundo todo como túmulo”. Com certeza o Brasil é um dos muitos lugares do mundo que guardam vestígios e restos mortais de um dos primeiros e maiores impérios ultramarinos da história humana.

    Contar a história de Portugal é contar a história da primeira nação moderna que colonizou o território do atual Brasil. É contar a história do renascimento, dos poemas de Camões. Contar a história de Portugal é falar de heróis e de seus ideais, de causas nobres é falar em fé e é narrar epopeias.

caravelas

    Eu gostaria de conhecer pessoalmente Portugal. Gostaria muito de ir a Lisboa e visitar o sepulcro de Vasco da Gama e de Camões. Enquanto isso não acontece, convido a todos para navegarem comigo na internet e fazer uma pesquisa sobre Portugal.

Dom Afonso Henrrique

Para começar veja algumas fontes que consultei na internet:
Portugal na Penínsla Ibérica

um blog interessante dedicado a história de Portugal:
👉 http://historia-portugal.blogspot.com.br

A Wikipédia nos oferece um índice geral com toda a história portuguesa (desde a pré-história):
👉 http://pt.wikipedia.org/wiki/História_de_Portugal

esse blog português conta um pouco de sua história:

👉 https://heroismedievais.blogspot.com/2018/08/o-rei-dom-afonso-henriques-fundador-de.html


    Essas serão nossas fontes iniciais de pesquisa. 

    E por fim um roteiro de pesquisa dirigida que chamamos de:

WEB QUEST