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O Golpe de 1964 e a Ditadura Militar: A Guerra Fria no Brasil

 

golpistas de 64
    Em 31 de março de 1964, uma coluna de tanques blindados do exército brasileiro, sob o comando do General Olympio Mourão Filho, partiu de Juiz de Fora (MG), num levante armado contra o presidente João Goulart (Jango) que não quis resistir com armas aos revoltosos, o que deu início a uma ditadura civil-militar que durou mais de duas décadas na Brasil.

    Sem a menor originalidade os golpistas triunfantes falavam em "revolução" apoiados pelos Estados Unidos e sua luta contra o "perigo vermelho". O golpe de 1964 no Brasil surgiu tanto das disputas internas pelas Reformas de Base quanto pelo tenso contexto geopolítico internacional da época. 

O Contexto Interno: As Reformas de Base e a Radicalização Política 

    Após a renúncia de Jânio Quadros em 1961 e a superação do curto período parlamentarista, João Goulart assumiu a presidência com amplos poderes executivos. Seu governo propôs o plano das Reformas de Base, um conjunto de medidas estruturais que incluía:

  • Reforma Agrária: Democratização do acesso à terra e apoio aos trabalhadores rurais (como as Ligas Camponesas).
  • Reforma Tributária e Bancária: Maior controle sobre o capital estrangeiro e taxação progressiva da renda.
  • Reforma Eleitoral: Extensão do direito de voto aos analfabetos e praças das Forças Armadas.


    Essas propostas dividiram a sociedade brasileira. De um lado, sindicatos, estudantes e movimentos sociais apoiavam as reformas. Do outro, setores conservadores, latifundiários, empresários e a União Democrática Nacional (UDN) acusavam Jango de tentar implantar uma "república sindicalista" no país. A radicalização culminou no Comício da Central do Brasil (13 de março de 1964) e na resposta conservadora com a Marcha da Família com Deus pela Liberdade.

A Guerra Fria e o "Perigo Vermelho": A Doutrina de Segurança Nacional


    O golpe no Brasil não ocorreu em um vácuo local. A Revolução Cubana (1959) havia transformado a América Latina em uma arena estratégica da disputa entre os Estados Unidos e a União Soviética.

    Sob o guarda-chuva da Doutrina de Segurança Nacional formulada na Escola Superior de Guerra (ESG) sob influência norte-americana, o inimigo deixou de ser uma nação estrangeira para se tornar o "inimigo interno": qualquer cidadão, movimento ou político visto como propagador da ideologia comunista.

A Operação Brother Sam: O apoio dos Estados Unidos ao golpe


    Durante a administração de John F. Kennedy e, posteriormente, de Lyndon B. Johnson, a diplomacia norte-americana passou a enxergar o governo Jango com crescente desconfiança. O embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon, atuou ativamente em contato com as forças conspiradoras civis e militares.

    Com o avanço da conspiração, o governo dos EUA ativou a Operação Brother Sam, que consistia em apoio logístico e militar aos golpistas: Uma frota naval da Marinha norte-americana (incluindo o porta-aviões USS Forrestal, destróieres e navios de suprimento de combustível) foram enviados em direção à costa brasileira com o objetivo de garantir apoio com munição e combustível aos generais rebeldes caso as forças leais a João Goulart oferecessem resistência armada prolongada.

    Como Jango optou por recusar a resistência armada para evitar uma guerra civil no país e partiu para o exílio no Uruguai, a frota dos EUA não precisou desembarcar, mas o suporte diplomático e a prontidão militar norte-americana foram determinantes para a consolidação do novo regime.

A Institucionalização do Regime: Os Atos Institucionais e a Censura


    Com a tomada do poder, os militares romperam com a ordem legal de 1946 e impuseram uma série de Atos Institucionais (AIs) para estabelecer as novas regras legais do controle estatal sobre a sociedade civil:

  • AI-1 (1964): Permitiu a cassação de mandatos parlamentares e a suspensão de direitos políticos de opositores (como Juscelino Kubitschek, Jango e Leonel Brizola).
  •  AI-2 (1965): Extinguiu os partidos políticos existentes e estabeleceu o bipartidarismo artificial entre a ARENA (Ação de Renovação Nacional que representava os apoiadores do governo) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro que era oposição que tinha que se comportar). 
  • AI-5 (1968): O ato mais duro da ditadura, que fechou o Congresso, suspendeu o habeas corpus para crimes políticos e escancarou o período da tortura, da censura prévia à imprensa e às artes, e das perseguições sistemáticas.

 

    O Congresso Nacional foi invadido e cerceado em dois momentos fundamentais durante a implantação e consolidação da ditadura militar:

1. O Cerco de Abertura:

    Na madrugada de 2 de abril de 1964, o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, em Brasília, já estavam cercado por tropas e blindados militares. Nessa mesma madrugada, o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, em uma sessão conturbada e sob forte pressão militar, declarou vaga a Presidência da República, alegando falsamente que João Goulart havia abandonado o país, embora Jango ainda estivesse em solo nacional, no Rio Grande do Sul.

    Tropas da Força Pública e do Exército garantiram a segurança ostensiva do perímetro para que o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumisse interinamente o poder.

2. A Invasão Armada e Fechamento:

    O episódio mais emblemático de ocupação física e truculenta do Congresso pelas Forças Armadas ocorreu no dia 13 de dezembro de 1968:

O Estopim: O deputado oposicionista Márcio Moreira Alves (MDB) havia feito um discurso sugerindo que as mulheres não dançassem com oficiais das Forças Armadas no 7 de Setembro e pedindo ao povo que boicotasse as comemorações civis. O governo militar exigiu a cassação de seu mandato, mas a Câmara dos Deputados votou contra a licença para processar o parlamentar no dia 12 de dezembro.

    A reação militar em apoio ao governo foi imediata com a ocupação da Câmara, na sexta-feira, 13 de dezembro de 1968, o Congresso foi invadido e tomado por tropas do Exército armadas com fuzis.

    Naquela mesma noite, foi assinado pelo presidente Costa e Silva o Ato Institucional nº 5 (AI-5). O Congresso Nacional foi colocado em recesso forçado (fechado) por quase um ano, permanecendo inativo até outubro de 1969, enquanto parlamentares da oposição e até da situação tinham seus mandatos cassados e seus direitos políticos suspensos.

 

Para abordar esse período da História do Brasil, criei uma apresentação de Slides com fotografias da época, confira:

 

 

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AS GUERRAS DO SÉCULO XX e as novas tecnologias para a vida humana

 

O "Breve século XX" como diz o historiador Eric Hobsbawm, foi marcado pelas guerras mais impactantes da história global. Se os próprios conflitos não trouxeram impactos diretos em alguma população do mundo, indiretamente, após cada conflito, o resultado do esforço de guerra produziu uma série de novos conhecimentos que passaram a ser aplicados em outras áreas para além do uso militar.

É o tema que abordo de maneira introdutória, sem esgotar o assunto, nessa apresentação:

 

Como jogar Xadrez

O jogo que exercita a mente e a alma.

Como jogar xadrez
Brancas jogam e ganham

    O xadrez é um dos jogos mais antigos e fascinantes da humanidade. Atravessou continentes, conquistou reis e generais, e hoje é simplesmente um dos esportes mais praticados do planeta.

    Mas o xadrez não é apenas um jogo. É um exercício de paciência, estratégia e autoconhecimento. Cada partida é uma história. Cada movimento é uma escolha. E cada erro, uma lição.

    Eu aprendi o jogo ainda jovem. Desde então, jogo, incentivo e ensino xadrez. O xadrez me ensinou a pensar antes de agir, a respeitar o adversário e a encontrar beleza na complexidade.

    A alguns anos elaborei essa apresentação de slides para ensinar quem quer aprender, se for o seu caso, confira:


    Aprender as regras é o primeiro passo. O próximo é jogar. E jogar exige prática, paciência e os equipamentos certos.

    Com o tempo, você vai perceber que o xadrez não é apenas um jogo de tabuleiro. É um hábito. E como todo bom hábito, ele merece ferramentas que facilitem a rotina.

    Quando começar a praticar você vai perceber que o xadrez não é só jogo. Com algumas leituras você logo vai descobrir os problemas de xadrez que as vezes atraem mais as pessoas do que o jogo em si.

    Eu sempre reitero que a concentração e a atitude que temos que ter diante de um tabuleiro é a mesma que temos que ter com os livros. O Xadrez também se escreve e se estuda. Recomendo que anote suas partidas e faça análise delas. Cada erro é uma lição. Cada vitória, uma confirmação.

    Estude partidas de mestres é assim que todo mundo evolui, até os próprios campeões que tem que estudar seus antecessores. É muito interessante começar a observar e a entender como pensam Veja como eles pensam, como se movem, como constroem suas estratégias.

A queda de Roma e a origem do Império Bizantino

 Roma não morreu!

    É o que pretendo argumentar, expondo slides e um pequeno resumo do final da antiguidade clássica e o começo da alta idade média na Europa oriental. 

    Enquanto a Europa Ocidental enfrentava o colapso do Império Romano do Ocidente, com a invasão em 476 d.C., da antiga capital do mundo por povos germânicos e passando por um intenso processo de ruralização, o lado oriental do império seguiu um rumo completamente diferente. Com capital na próspera cidade de Constantinopla (antiga Bizâncio e atual Istambul), o Império Bizantino conseguiu resistir às invasões e se manter firme durante toda a Alta Idade Média.

    A localização geográfica de Constantinopla foi o grande trunfo bizantino. Situada no Estreito de Bósforo, a cidade funcionava como uma "ponte" natural entre a Europa e a Ásia. Isso permitiu o controle das principais rotas comerciais de especiarias, sedas e artigos de luxo, garantindo cofres cheios e uma economia predominantemente urbana e monetarizada o oposto do Ocidente feudal, onde o comércio havia enfraquecido e a moeda quase desaparecera.

A revolução industrial e as mudanças nas relações de trabalho.

Um processo de repercussões internacionais. 

    A maneira concreta de como vivemos no mundo contemporâneo surgiu com as máquinas, motores, invenções e inventores que fizeram a história desse processo complexo que chamamos simplesmente de revolução industrial.

 

 

   

    A partir da segunda metade do século XVIII, a Inglaterra protagonizou uma das transformações mais profundas da história: a primeira revolução ndustrial. A introdução da máquina a vapor, o uso do carvão mineral e a mecanização do setor têxtil alteraram radicalmente a forma de produzir mercadorias. O trabalho artesanal, antes realizado em oficinas familiares, foi gradativamente substituído pelo sistema fabril.

O Fim da Segunda Guerra Mundial

     Criei essa apresentação em home office e a disponibilizei via drive com o título:

A derrota do eixo Berlin - Tóquio 

    É um um plano de aula para o Ensino Médio, tendo como objetivo do conhecimento a fase final da mais mortífera guerra da história. Apresento os elementos para estudarmos o mundo que surgue no pós guerra a seguir, em um texto complementar para ajudar no debate histórico.

 

 

 

Alemanha e Japão derrotados 

 

    A segunda guerra mundial iniciou com uma ofensiva brutal do nazismo alemão e do imperialismo japonês, mas a partir de 1943, após a decisiva vitória na Batalha de Stalingrado, o Exército Vermelho (União Soviética) iniciou uma contraofensiva implacável contra as forças nazistas. O avanço soviético pela Europa Oriental não apenas libertou territórios ocupados pela Alemanha, como a Polônia e a Hungria, mas também expôs ao mundo os horrores dos campos de concentração e extermínio nazistas, como Auschwitz.

A MESOPOTÂMIA E OS SUMÈRIOS

 

Apresentação de imagens dos primeiros aglomerados urbanos da história. Um abiente que viu a capacidade humana de transformar a natureza: Hoje árido em sua maioria, essa região era pantanosa, alagadissa e muito úmida quando se inventou a escrita cuneiforme e iniciou a História Antiga.

DA SEDENTARIZAÇÃO À URBANIZAÇÃO


Slides com imagens do resultado dos trabalhos arqueológicos que nos ajudam a reconstruir e entender o percurso humano do início do processo de sedentarização, partindo das aldeias neolíticas, até chegar ao surgimento das mais antigas cidades.

O NASCIMENTO DA REPÚBLICA BRASILEIRA

CRONOLOGIA EM IMAGENS

(das antigas telas, as primeiras fotografias que marcam o início dos tempos comtemporâneos no Brasil) 

    República Velha é o período que vai de 1889 - 1930. Apresento a seguir imagens que ajudam a ilustrar e entender melhor esse tempo e seus acontecimentos.

 

    Esse período corresponde também ao que podemos chamar de ciclo da revolução burguesa no Brasil. Nossa proclamação da república não foi revolucionária, nossa industrialização também não. Da mesma maneira a mudança do regime político brasileiro não teve nada de extraordinariamente inovador. A burguesia nacional formou-se associada ao capital internacional e com laços familiares com a economia agroexportadora tradicional do Brasil. Chegou ao poder sem revolução preservando velhos vícios da estrutura política brasileira.

O RENASCIMENTO

 A conjuntura cultural europeia após o choque das Cruzadas e o nascimento da modernidade.

 

 

    Da arte rupestre, passando pelos traçados mais diversos em diversas superfícies, os desenhos humanos evoluíram até chegarmos a pintura em telas e em papel. As "novas" formas de pintura, os retratos criados pelos europeus constituem vestígios materiais desse processo de transformação social por que tornou a Europa o centro de mudanças globais.

Da Revolução Francesa até os Farrapos gaúchos: em slides

 

A Marselhesa (tradução)


Avante, filhos da Pátria

O dia da Glória chegou

Contra nós, da tirania

O estandarte ensanguentado se ergueu

O estandarte ensanguentado se ergueu

Ouvis nos campos

Rugirem esses ferozes soldados?

Vêm eles até aos nossos braços

Degolar nossos filhos, nossas mulheres


Às armas, cidadãos

Formai vossos batalhões

Marchemos, marchemos!

Que um sangue impuro

Ague o nosso arado!