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| Escavaçoes arqueológicas são a base desses estudos |
Doenças, guerras, incêndios, inundações, maremotos, terremotos entre outros desastres, destruíram as mais antigas cidades humanas que hoje são apenas ruínas descobertas por escavações arqueológicas. As que tiveram uma vida mais próspera e duradoura foram fundadas nas proximidades de grandes rios que forneciam água tanto para a população quanto para as plantações e as criações de animais.
Estudos arqueológicos mais recentes apontam que por volta do quinto milênio antes da era comum (5000 a.C.) surgiram cidades em diferentes locais do mundo, fundadas por povos diferentes e que não tinham contato entre si. Os principais locais de surgimento dessas cidades foram ao longo dos vales dos rios: Tigres e Eufrates (atual Iraque), do Nilo (atual Egito e Sudão), do Indo e Ganges (atual Ìndia), do Yang-Tsé- Kiang e Hoang-Ho (atual China).
Estudos arqueológicos mais antigos apontavam que a região nas proximidades dos rios Tigre e Eufrates, cuja maior parte pertence atualmente ao Iraque, chamada pelos gregos antigos de Mesopotâmia, foi o local onde os primeiros grupos neolíticos conseguiram aumentar sua capacidade produtiva a ponto de produzir alimentos em quantidade suficiente para abastecer uma grande população que vivia no campo e sustentar outra parcela que fora dele pode se dedicar a outras atividades dando início as primeiras culturas urbanizadas do mundo.
Apesar de o trabalho agrícola ter possibilitado o aparecimento da vida urbana, a grande maioria da população continuou vivendo no campo, pois o trabalho necessário ao seu sustento envolvia o uso de muita mão de obra e muito esforço.
Essas cidades, assim como outras que surgiram logo após, as margens do Rio Nilo, apesar de terem sido fundadas por povos com nítidas diferenças culturais, tinham uma estruturação e uma organização social bem parecida. Todas possuíam basicamente 3 partes. Um porto, de onde pela navegação se fazia o intercâmbio comercial entre elas. Uma área cercada por muralhas, onde além de prédios administrativos e voltados a atividades religiosas, ficavam os estoques da produção agrícola. E uma região externa as muralhas, cercada de plantações e residências onde vivia a maior parte da população.
Do ponto de vista política, todas essas cidades também apresentavam uma característica comum, eram governadas por monarcas que acumulavam funções administrativas, militares e religiosas. Todas apresentavam um espaço bastante dividido entre as elites e o restante da população como artesãos e pequenos comerciantes e se sustentavam com a riqueza proveniente do campo.
Essas cidades eram independentes e autônomas politicamente entre si e funcionavam como pequenos países, cada qual com suas leis, seu exército e seu governo soberano, sendo por isso chamadas de cidades-estado.
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