De cidades a impérios

De cidades a impérios
Muralhas de Dubrovnik na Croácia (Muralha que protege a "Pérola do Adriático"/Diego Delso)


    Por diversos motivos:como boas decisões administrativas ou simples localização geográfica; ou ainda, como acreditavam os povos antigos, sinais de proteção divina (ou sorte mesmo), algumas cidades prosperaram mais que outras. Com o aumento populacional, ampliou-se a disponibilidade de mão de obra, o que permitiu o aprimoramento das atividades econômicas. Quanto maior a população de uma cidade, maior era seu exército. Um contingente numeroso, bem treinado e adequadamente equipado por outros trabalhadores especializados era condição essencial não apenas para o progresso e o sucesso das cidades-Estado, mas também para sua própria sobrevivência soberana.

    Um bom exército era indispensável tanto para a defesa quanto para o controle do excedente de produção agrícola armazenado dentro das muralhas. Foi nesse contexto que surgiu uma nova forma de tratamento aos vencidos em batalhas: a escravidão. Antes disso, o destino comum dos derrotados era a morte realizadas amiúde em rituais religiosos, prática presente até mesmo em culturas urbanizadas, como a dos assírios, na Mesopotâmia, conhecidos (e temidos) por suas formas cruéis de execução. Contudo, aos poucos, poupar vidas em troca de trabalho tornou-se a regra nas cidades mais antigas.

    A escravização dos inimigos garantia mais força de trabalho para diversas tarefas que impulsionavam a economia, ao mesmo tempo que liberava cidadãos para as fileiras do exército, substituindo-os nas atividades produtivas. Com o tempo, a aquisição de escravos  por meio de conflitos intencionalmente provocados com esse fim  tornou-se prática corriqueira, assim como o comércio dos cativos.

    Da defesa, o exército passou ao ataque. Aldeias e cidades vizinhas tornaram-se alvos dessas investidas, que forneciam não apenas escravos, mas também servos, já empregados dentro dos limites da cidade sob a autoridade de seu governo, mantido pela cobrança de tributos em forma de trabalho.

    Não apenas pela ação direta de um grande exército, mas também pela ameaça de sua devastadora capacidade, os governantes de uma cidade expandiam seu poder sobre outras. Dominar significava impor leis e cobrar tributos em espécie e em trabalho. Foi assim que surgiram os Impérios: quando o governo de uma cidade passou a se sobrepor a outras. O Estado assumiu, então, uma forma expansionista, sem fronteiras fixas, estas estavam sempre em movimento, na direção de outros povos e cidades. Essa tendência expansionista só era freada quando esbarrava na expansão de outro império.

    A história dos impérios antigos é, portanto, uma história de guerras, que demarcavam sucessões no controle político de umas cidades sobre outras. A cidade que detinha o controle era a capital a sede do monarca que concentrava todos os poderes do Estado.

 

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9 comentários:

  1. Lucas B. / 301
    Antigamente, era tudo bem organizado. As cidades tinham boas economias, boa mão de obra, um exército para defesa, etc... Mas de um tempo pro outro, começou uma disputa de qual cidade era melhor, assim começaram as invasões, escravidão, exército focando no ataque e não na defesa. Tudo isso gerando o tal "Império", uma época vergonhosa que mostrava como o ser humano era e é até hoje ganancioso.

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  2. Analice Dutra - 301

    É interessante comparar esse texto com o primeiro, quando os humanos eram simplesmente animais que viviam na África, pois agora o cenário histórico é totalmente diferente. Para sobreviver, aqui, é mais relevante ter poder e dominar, ser a autoridade. Além de que as condições de sobrevivência são injustas, pois não são todos animais, agora temos impérios e escravos.
    Portando, pode-se observar com clareza as transições, processos, e também os interesses, já que não é apenas garantir o alimento e ficar vivo.
    A humanidade evoluiu e mudou bastante até aqui, tanto em expansões quanto em domínio.

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  3. Davi da Silva Menezes Turma:101 a humanidade e evoluiu desde de nômades até cidades depois impérios até chegar em nosso mundo globalizado que temos hoje

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  4. Primeiramente os humanos só se preocupavam em sobreviver ajudar uns aos outros, e depois já estavam tomando posse, executando e escravizando uns aos outros.
    Brendha Ferrari -TURMA 301

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  5. Quando tudo começou os humanos se ajudavam, caçavam juntos para ter alimentos, eram mais unidos. Depois de um tempo a posse por mais comida, território, fez com que os humanos começassem a escravizar uns aos outros não se importando mais em ajudar e sim obter mais e mais coisas.
    NOME: Beatriz Lopes Licht T:301

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  6. Ana Paula Uberti-301
    O texto fala das mudanças que ocorreram com o aparecimento das cidades, algumas cresceram tanto que deram origem a impérios. Na medida em que ocorreram essas transformações sugiram muitos conflitos que resultaram em guerras, mortes e escravidão. Se no princípio havia uma organização baseada na solidariedade e cooperação ela acabou se perdendo. A história da humanidade foi e continua sendo, infelizmente, a história da ganância, da dominação e exploração de um povo sobre outro.

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  7. Antigamente, nas cidades havia boas economias, mão de obra, um exército para sua defesa..Mas depois de um tempo as cidades começaram a disputar por qual cidade era melhor, com isso começou as invasões, escravidão, etc. Depois de tudo isso foi gerado o “império “ e o ser humano foi demonstrado como cobiçoso. TATIELE T. PRASS 301

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  8. Claiton Giovane Turma 301
    Desde sua antiguidade o ser humano sempre buscou o que era melhor para si e seus semelhantes próximos, sem se preocupar com os demais, a época das cidades-estado foi apenas uma demonstração do que existem também nos dias atuais, a escravidão começou nessa época? Acredito que desde os primórdios existe isso, e nunca deixará de existir por completo, o ser humano tende a ser alguém egocêntrico que pensa somente em si próprio e seu bem estar, sem se importar com o que precisará ser feito ou sacrificado para isso.

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  9. Antigamente as pessoas eram unidas em um unico objetivo, sobreviver e evoluir juntas , mas ficaram mais gananciosas , e começaram a competir em quem tinha as melhores coisas. Eduardo Miranda T105

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