Em fevereiro de 1945,antes mesmo do final da segunda guerra mundial, os líderes dos países que estavam vencendo a guerra, Winston Churchill da Inglaterra, Franklin Roosevelt dos Estados Unidos e Josef Stalin da União Soviética, reuniram-se na cidade de Yalta, na Ucrânia de onde os nazistas alemães já haviam sido varridos do mapa. Nessa conferência os países ocidentais concordaram em ceder uma parte da Polônia para a União Soviética e permitir o aumento da influência soviética nos países do leste europeu, como Tchecoslováquia, Hungria, Romênia e Bulgária, todos países então libertados do domínio nazista pelo exército vermelho.
Meses depois, com a Alemanha já vencida, os aliados reuniram-se novamente, dessa vez na própria Berlim, na Conferência de Potsdam, onde os aliados tomaram uma série de medidas:
- a destruição de todos os símbolos, livros e monumentos nazistas (desnazificação da Alemanha);
- a criação do Tribunal de Nuremberg, para julgar os criminosos de guerra;
- A divisão da Alemanha em 4 setores de ocupação: estadunidense, soviético, inglês e francês. Em 1949 os setores ocidentais uniram-se na República Federal Alemã (Bundesrepublik Deutschland em alemão) que ficou conhecida como Alemanha Ocidental, enquanto o setor soviético ficou conhecido como Alemanha Oriental.
Contudo, a vitória aliada na segunda guerra mundial não gerou qualquer sensação de segurança aos vencedores. Em fins de 1950, nem Estados Unidos, nem Inglaterra e muito menos a União Soviética, podiam considerar que as vidas e os recursos despendidos para derrotar os países do eixo Berlim - Tóquio foram suficientes para garantir sua segurança.
Os antigos aliados agora eram adversários, afinal os interesses eram divergentes e suas ideologias eram antagônicas. Temores de novos ataques e de reviver situações de destruição parecidas com as já vividas, continuavam a inquietar os militares de Washington, Londres e Moscou.
A competição pelo destino da Europa no pós-guerra começou a se estender para a Ásia e para a África. Nesse contexto, no ano de 1946, o líder britânico Winston Churchill fez um discurso que é considerado o marco inicial da Guerra Fria. Eis o que ele disse:
“[...] ninguém sabe o que a Rússia Soviética e sua organização internacional comunista pretendem fazer no futuro imediato, ou quais são os limites, se é que os há, para as suas tendências expansionistas [...] De Stettin, no mar Báltico, à Trieste, no mar Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente [...]”
Nesse contexto de ânimos exaltados, em 1949, a União Soviética testou sua primeira bomba atômica e os Estados Unidos e Inglaterra reuniram-se com a Alemanha Ocidental e vários outros países e formam uma aliança militar, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que previa ajuda mútua em casa de alguma agressão estrangeira. O ataque a um dos membros seria considerado um ataque a todos.
Em resposta a OTAN, em 1955, a União Soviética firmou com os países de sua esfera de influência o Pacto de Varsóvia, uma aliança militar que visava proteger e expandir a área de influência soviética. E assim começou o novo período de paz pós segunda guerra mundial. Uma paz marcada pela polarização política, econômica e militar das duas nações mais poderosas do planeta: EUA e URSS.
Corrida espacial, corrida armamentista e muita propaganda política marcaram essa disputa pela hegemonia mundial e influenciaram diretamente muitos conflitos pelo mundo. A guerra fria esquentou em vários momentos. Armas soviéticas e estadunidenses se enfrentaram pelo mundo carregadas por povos diferentes que também se dividiram quanto ao lado a apoiar nessa disputa.
As bombas atômicas não foram mais usadas. O medo e até o repúdio de uma nova utilização do poder destrutivo dessas armas, marcou gerações que viveram alguma fase desse período que se estendeu até o fim da União Soviética e a desarticulação política do ex-bloco de países socialistas do mundo. A partir daí, as guerras mudaram novamente e as armas atômicas continuam guardadas, apesar do número de países do mundo com esse equipamento ter aumentado para nove, a saber:
- Rússia: Cerca de 5.459 ogivas (o maior arsenal do planeta).
- Estados Unidos: Cerca de 5.177 ogivas.
- China: Aproximadamente 600 ogivas.
- França: Aproximadamente 290 ogivas.
- Reino Unido: Aproximadamente 225 ogivas.
- Índia: Aproximadamente 180 ogivas.
- Paquistão: Cerca de 170 ogivas.
- Israel: Cerca de 90 ogivas (mantém ambiguidade oficial e nunca confirmou o arsenal publicamente).
- Coreia do Norte: Cerca de 50 ogivas.



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente aqui: