Esse ilustre amante da arte do xadrez, que só é lembrado por isso por quem também conhece a ciência do tabuleiro, foi quem me revelou que:
“A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, como o vento apaga as velas e atiça as fogueiras”
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| provável última foto |
Machado de Assis foi um pouco de tudo: operário de gráfica, vendedor de livros, revisor em editoras, tradutor, contista, cronista, romancista, folhetista e poeta. Fez carreira como jornalista e como funcionário público, como meio de sobrevivência.
Iniciou-se na literatura publicando seu soneto “Allma Sra D.P.J.A.” quando tinha 15 anos incompletos, num periódico intitulado “Periódico dos Pobres”, em 03 de outubro de 1854. Em 1856 trabalhou na Imprensa Nacional, onde conheceu Manuel Antônio de Almeida, o qual tornou-se seu protetor. Em 1858 trabalhou no Correio Mercantil, como revisor e em 1860, passou a trabalhar no Diário do Rio de Janeiro. Em 1861 publicou seu primeiro livro, uma tradução de “Queda que as mulheres têm pelos homens tolos”. Em 1864 editou seu primeiro livro de poesias, intitulado “Crisálidas”. Em 1857 foi trabalhar no Diário Oficial. Em 1869, casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, com quem conviveu por 35 anos e cujo matrimônio transcorreu sem que tivessem filhos.
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| nota andava na minha carteira carimbada |
Em 1873 Machado de Assis foi nomeado primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, iniciando assim a carreira de burocrata que lhe seria até o fim o meio principal de sobrevivência. A partir de 1874, escrevia e publicava seus textos em folhetins e a partir deles começou a publicar seus livros. Em 1881 publicou o livro que iluminaria sua carreira literária, intitulado “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.
Tendo apoiado desde o início a ideia da criação da Academia Brasileira de Letras (ABL), no ano de 1897, quando foi instalada a referida instituição, Machado de Assis foi eleito como seu primeiro presidente, cargo que ocupou até seu falecimento. A ABL ainda hoje é chamada de “Casa de Machado de Assis”. Em 1908 o escritor faleceu, seu corpo foi velado na ABL e enterrado no cemitério São João Batista, na cidade do Rio de Janeiro, ao lado de sua esposa Carolina que tinha morrido 4 anos antes. Seu nascimento foi simples e obscuro, mas sua morte foi notícia nacional. Em 21 de abril de 1999, os restos mortais do casal foram transladados para o Mausoléu da Academia Brasileira de Letras.
A extensa obra que Machado de Assis legou é constituída de dez romances, duzentos contos, dez peças teatrais, cinco coletâneas de poemas e sonetos e mais de seiscentas crônicas e abrange praticamente todos os gêneros literários. Machado de Assis é considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a publicação da já citada obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Embora frequentasse pouco tempo de escolas e sem nunca ter cursado uma universidade, a habilidade de escritor o tornou um dos maiores nomes das letras brasileiras. Machado de Assis é considerado um dos grandes gênios da história da literatura, ao lado de autores como Dante Alighieri, Willian Shakespeare e luís Vas de Camões.
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